Por um turismo justo
Em 2005 Parajuru
começou a sentir os primeiros impactos
causados pela entrada do turismo no distrito. Tratou-se da chegada de
um grupo austriaco que buscou se firmar na comunidade pela via da
Associação Beneficiente Gisela W. A partir da
criação de uma pequena escola de linguas
estrangeiras (inglês e alemão), começou
a acolher as crianças e jovens da comunidade, ensinando-lhes
os idiomas e recrutando-os para trabalho em seu
recém-reformado hotel. Mais tarde, esta
associação ingressou no setor imobiliário e
adquiriu inúmeras casas e terrenos no distrito, principalmente na
região do Coaçu, localidade da ACP e da RESERVA
LEGAL, concedida pela união. Cabe ainda marcar como momento
critico, a criação de uma escola de kite-surf na
área preservada de marinha. A ACP reitera que não
é contra o desenvolvimento do turismo na região,
pois como se sabe, pode gerar alguns empregos para as familias do
lugar. Mas, é dever não apenas da ACP, mas como
também de todo cidadão, zelar pela
manutenção das leis e normas sociais. Um turismo
que destabiliza uma comunidade não pode ser sustentável,
nem justo, mesmo quando tem o argumento da
geração de empregos.
